Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, recebe título de doutor honoris causa da Fiocruz
O Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, discursa na abertura da 79ª Assembleia Geral da OMS, em Genebra, em 18 de maio de 2026. FABRICE COFFRINI / ...
O Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, discursa na abertura da 79ª Assembleia Geral da OMS, em Genebra, em 18 de maio de 2026. FABRICE COFFRINI / AFP A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concede, na manhã desta segunda-feira (27), o título de doutor honoris causa ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. O anúncio é feito durante o evento “Saúde Global em um Mundo em Transformação”, que aborda temas relacionados à diplomacia e à governança global da saúde pública. O encontro conta com a participação da ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, do presidente da Fiocruz, Mario Moreira, e do coordenador-geral do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), Carlos Morel. Ao receber o título, Adhanom destacou em seu discurso que a saúde não é um privilégio e sim um direito humano fundamental. O diretor-geral da OMS afirmou que a Fiocruz é a espinha dorsal científica das conquistas de saúde pública brasileira, o principal apoio de pesquisa na América Latina e a casa das vacinas brasileira, além de líder em equidade global em saúde. Adhanom reforçou que a Fiocruz entendeu que a importância da interseção de ciência, serviço público e justiça social. Durante a cerimônia, foi exibido um vídeo em que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez uma homenagem a Adhanom. Padilha destacou que o diretor-geral da OMS cita frequentemente o SUS, o esforço brasileiro e a Fiocruz como referência mundial de sistema universal, demonstrando que políticas públicas financiadas pelo Estado podem ser sustentáveis, eficientes, inclusivas. O ministro também afirmou que há muito o que reconhecer e agradecer em relação à gestão de Adhanom à Frente de OMS, durante a pandemia de Covid-19. “Tedros tem sido um grande defensor da saúde pública universal e do acesso equitativo às vacinas, enfrentando o negacionismo e mobilizando a comunidade internacional para ampliar a proteção dos países de baixa renda”, afirmou. Padilha reforço ainda que Adhanom promoveu a profunda modernização da OMS. Graças ao seu compromisso com a equidade, cerca de 60% dos cargos da alta direção dessa instituição passaram a ser ocupados por mulheres, disse o ministro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A cerimônia de entrega da honraria ocorre no auditório de Bio-Manguinhos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus tem 61 anos e nasceu em Asmara, cidade que atualmente integra a Eritreia. Ele é o primeiro africano a comandar a Organização Mundial da Saúde, agência especializada das Nações Unidas para questões de saúde. Biólogo de formação, Tedros possui mestrado em Imunologia e Doenças Infecciosas pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, vinculada à Universidade de Londres, e doutorado em Saúde Comunitária pela Universidade de Nottingham, ambas no Reino Unido. Sua pesquisa de doutorado teve como foco a malária. Antes de assumir a direção da OMS, em 2017, Tedros foi ministro da Saúde e ministro das Relações Exteriores da Etiópia. Ele ocupa o cargo de diretor-geral da OMS desde 2017 e está em seu segundo mandato. É reconhecido internacionalmente pela atuação no combate a doenças como malária, HIV e ebola, além de seu papel na coordenação da resposta global à pandemia de Covid-19.